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Pico do Urubu… Onde tudo começou!
Em julho de 2017, eu decidi que precisava fazer algo da minha vida que não fosse apenas sobreviver e assim decidi retomar um projeto pessoal de me tornar uma caminhante em meio à natureza.
Eu só não sabia que dois meses depois, esse projeto não seria mais apenas meu, mas sim uma partilha com milhares de outras mulheres.
Sem saber que ele seria no formato como é hoje, na época eu organizei o 1º ENCONTRILHA (Confira AQUI a agenda dos próximos), justamente para conhecer as pessoas que queriam trilhar. E foi assim que, pela primeira vez eu escutei o nome “Pico do Urubu”!
Marcamos de nos encontrar na estação de trem em Mogi das Cruzes e lá fomos nós para nossa primeira aventura. Éramos um grupo de 06 pessoas, sendo apenas a Giu e eu as mulheres do grupo.
Esqueci de mencionar que também lá em julho, quando eu desengavetei o projeto “caminhante”, eu também precisei tomar a decisão de ganhar condicionamento físico para isso, já que lutar contra o sobrepeso é uma constante na minha vida, há anos.
E por isso mesmo que logo de cara percebi que não seria muito fácil, pois a subida era ingrime, e eu havia conseguido treinar por apenas dois meses. Sendo assim, nessa época, estava longe da minha meta de emagrecimento então, sim, o sobrepeso foi um fator negativo.
Nós adotamos uma trilha não muito convencional, que é feita por dentro de algumas propriedades. Isso foi possível porque estávamos num grupo pequeno e os proprietários permitiram nossa passagem.
Cerca de 10 km do início ao topo! Essa era nossa empreitada em um dia bem quente e com muito sol, que somente com algumas breves paradas de descanso, conseguimos avançar!
Na passagem por uma das propriedades, encontramos uma fonte de água de um dos moradores, e esse nos permitiu encher as garrafas, foi a salvação da lavoura, porque já não tínhamos mais água conosco. E mal sabíamos como seria imprescindível tê-la.
DICAS
1. Evite, ao máximo, ingerir água recolhida da natureza, sem utilizar um purificador, pois isso pode te causar sérios problemas.
2. Nunca faça uma trilha com menos de 1,5 litro de água, ainda mais se você normalmente já bebe muita água.
#FICAADICA
Andamos muito até chegarmos num ponto onde passamos pelo pior.
Era muito descampado, com o sol muito quente e a característica do terreno da trilha começou a mudar e então começamos a caminhar por uma subida que parecia uma areia fina que proporcionava bons escorregões.
Aqui surgiu uma adversidade à qual nem eu mesma sabia que poderia superar!
Eu estava mega cansada, já dando sinais de insolação e sem saber se conseguiria, mas quando vi minha amiga ao limite da exaustão, não encontrei nada em minha mente que não fosse força para estar com ela!
Foi bem difícil, porque foi preciso falar para a Giu que do ponto onde estávamos só nos restavam duas opções, ou voltávamos 8,5 km, ou seguíamos adiante por mais 1,5 km, ainda que isso parecesse inviável naquele momento.
Decidimos seguir, mas a partir desse ponto, nosso ritmo ficou mais lento e precisamos parar para descansar por mais vezes.
Uma coisa que acredito ser fundamental compartilhar, em especial com quem está começando é que, existe uma diferença brutal entre 1,5 km em linha reta, e 1,5 km em ascensão. Jamais subestime isso.
Só para você ter uma noção, não são poucos os relatos de montanhistas que levam horas para avançar 100 metros em determinadas Montanhas mundo a fora.
Mas continuando o relato…
Em dado momento surgiu mais um aprendizado, aliás foi a partir e por causa desse fato, que você está lendo, acessando e até mesmo participando de tudo o que envolve o Sobe, Mulher!
Lembra que falei que estávamos num grupo misto? Pois bem… por mais que os homens do grupo estivessem fazendo de tudo para nos incentivar a chegar no topo, era nítido que estava rolando uma certa impaciência já que alguns queriam chegar logo ao topo. Nós também queríamos, mas nosso ritmo era outro.
Continuamos a subida até o topo. Chegamos! Finalmente havíamos vencido nosso pequeno e gigante desafio pessoal do dia! Era um misto de gratidão, alegria, euforia, cansaço, choro, risos enfim… era tudo junto ao mesmo tempo agora!.
A Giu e eu queríamos tudo: Pausa para descansar, contemplar, tirar fotos. Creio, sem exagero, que em meia hora dois dos homens fizeram tudo isso, se despediram e voltaram pela mesma trilha.
Nós decidimos ficar e descer pela estrada mais tarde. Aproveitamos o dia, vimos a galera voar de parapente, assistimos ao pôr do sol.
Ao vivenciar essa experiência e ao me permitir ficar, cheguei a conclusão que além da questão do ritmo, que foi mais lento por conta da falta de condicionamento físico, também não consegui ignorar, algumas diferenças em relação as percepções e comportamento entre homens e mulheres.
É claro que sei que as pessoas não são iguais umas as outras, mas essas questões me levaram a decisão de compartilhar meu projeto.
No Pico do Urubu foi onde tudo começou, portanto, é um lugar ímpar para mim, já que foi durante essa experiência que decidi criar o Sobe, Mulher, no formato, filosofia e para quem ele é!
Olhando para trás, hoje consigo entender claramente de onde vem alguns dos valores norteadores dos eventos e atividades que realizamos no Sobe, Mulher!
E se nós voltamos ao Pico do Urubu? Claro que sim!
Inclusive, vira e mexe, ele nos recebe por lá. Para saber mais sobre os próximos eventos e atividades CLIQUE AQUI.
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