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Esse é um texto que mostra mais do velho e péssimo patriarcado ceifador e seu fiel companheiro, o capitalismo insano, onde ambos continuam consumindo Mulheres e Gaia a todo vapor em pleno século XXI.
Homens têm carro e despesas pagas pela empresa… mas e as mulheres?
Conversando com uma amiga, ela me relatou a seguinte situação: Na empresa onde trabalha todos os gerentes homens possuem carros e despesas, relacionadas a isso, pagas pela empresa, enquanto que as gerentes mulheres, não!
Absolutamente nada, nem carro e nem ajuda de custo para compensar! Eu nem vou adentrar em termos de Direitos Trabalhistas, pois por si só isso já é matéria passível de processo.
A questão aqui é ainda mais profunda. E o que isso nos fala? Fala que o velho patriarcado ceifador continua a pleno vapor sendo exercido de forma velada nas empresas onde o capitalismo podre continua imperando.
Quisera eu que fosse um caso isolado, mas infelizmente a história se repete todos os dias no palco do corporativo onde ainda vemos mulheres recebendo salários menores do que os homens.
Tendo, muitas vezes, suas capacidades e competências sendo colocadas constantemente em xeque! Independentemente do cargo ou nível de instrução, já que isso ocorre com doutoras e mestres também.
Ao ler a obra A Criação do Patriarcado, de Gerda Lerner, a autora explica que se o sistema patriarcal resiste, assim como esse capitalismo nojento, é porque encontra nas próprias mulheres a cooperação de que precisa para se manter.
E como seria diferente, se é esse mesmo ceifador que, há séculos, faz com que mulheres sejam levadas a acreditar que não dão conta, que são irrelevantes e que merecem menos?
Empresas assim são sanguessugas constituídas apenas para dar lucro, que vivem na prática do capitalismo ruim e insano. Onde vêem apenas os interesses dos Shareholders como o principal ideal a ser alimentado, desconsiderando toda a cadeia dos Stakeholders como relevante.
Essas mesmas empresas que consomem, espremem e desvalorizam as mulheres, também consomem Gaia! Sem respeito, sem consciência e sem moderação.
Se me pergunto até quando, essa velha história ainda vai se repetir, acredito você deve estar se perguntando: “tá, e como resolver?”.
A resposta, por mais que queira que ela seja algo simples, não é! É complexa e ao meu ver envolve não somente os personagens diretos desse conflito, mas toda uma sociedade.
No que tange as empresas, e acredite, ainda estamos falando de milhares delas, isso demanda tempo, envolve mudança estrutural, mudança comportamental e até mesmo cultural!
Uma coisa é certa, hoje é possível que empresas pensem em construir ou reconstruir suas marcas baseando-se nos princípios do chamado Negócios Conscientes.
Esse é um posicionamento que deverá ser adotado cada vez mais, pois as empresas precisam começar a pensar em ações e relações onde todos os Stakeholders ganham, incluindo Mulheres e Gaia.
E quanto às pessoas envolvidas?
Bem, apesar de saber, que o empreendedorismo pode não ser considerado como uma opção para milhares de mulheres, pois a questão da segurança e estabilidade ainda é muito forte e isso também se relaciona com o legado do patriarcado ceifador, eu o vejo como um caminho possível.
Falar em empreendedorismo feminino é falar da possibilidade de colocarmos nosso potencial e conhecimento técnico, aliados aos valores, e desejo que existe em nós para criarmos projetos e negócios conscientes, que façam a diferença e estejam alinhados à Nova Terra.
Mulheres não são menos, não são frágeis, não são incapazes, e tão pouco são irrelevantes.
E mesmo que ainda habite em nossas mentes a crença implantada que nos leve a pensar que não fomos feitas para gerirmos negócios de sucesso, no dia-a-dia, exemplos fortes e sólidos têm nos ajudado a ver que o ato de empreender é uma realidade.
Já para aquelas que ficam nas empresas, uma alternativa é tentar entrar num acordo, para que situações como essas comecem a ser revertidas.
E quanto a nós, como sociedade?
É impossível a gente não perceber que uma mudança está acontecendo a nível mundial, onde cada vez mais olhamos para empresas e marcas com indignação, quando elas agem com desrespeito. Seja com suas colaboradoras, seja com o meio ambiente, clientes e/ou fornecedores.
Então, enquanto sociedade podemos, sim, fazer algo a respeito! Podemos nos posicionar de algumas formas. Seja registrando nossa indignação ao nos manifestarmos nas redes sociais.
E até mesmo repensando consumo, não só em termos de produtos e quantidades, mas considerando também a imagem e ações de marcas e empresas.
Vale uma pesquisa, no Google ou em Redes Sociais, para avaliar sobre como essas empresas realmente se relacionam com toda a cadeia a qual pertence, antes mesmo de adquirir algo delas.
Como eu disse, mudar requer energia e demanda um trabalho de conscientização e despertar por parte de pessoas que anseiam e acreditam nessa mudança.
É tempo de despertar para a Nova Era!
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